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Quanto custa fazer um site profissional em 2026
Faixas de preço de landing page, site institucional e loja virtual, o que entra no valor, os custos que aparecem depois e como pedir orçamento.
Quem pesquisa "quanto custa fazer um site" quase sempre já tem dois orçamentos na mão que não conversam entre si. Um sobrinho cobra R$ 600, uma agência manda uma proposta de R$ 7.000, e no meio disso aparece o anúncio de um construtor que promete site pronto em dez minutos. Fica difícil saber quem está cobrando caro e quem está cobrando barato demais.
A resposta honesta é que o preço depende do tipo de site e do que vem junto com ele. Dá para entender isso em poucos minutos, e é o que este texto faz: faixas de preço, o que entra em cada uma, os custos que aparecem depois e um roteiro para pedir orçamento sem ser pego de surpresa.
A resposta curta: faixas de preço por tipo de site
Os valores abaixo são as faixas que aparecem com frequência em orçamentos de freelancers e agências no Brasil em 2026. Não é tabela oficial (ela não existe), mas serve para você saber se uma proposta está fora da curva.
| Tipo de site | Para que serve | Faixa comum |
|---|---|---|
| Construtor pronto feito por você | Começar sem verba, testar uma ideia | Plano de algumas dezenas de reais por mês, mais o seu tempo |
| Landing page (uma página) | Anúncio, lançamento, um serviço principal | R$ 800 a R$ 3.000 |
| Site institucional (4 a 8 páginas) | Apresentar a empresa e ser encontrado no Google | R$ 1.500 a R$ 6.000 |
| Loja virtual | Vender produtos com carrinho e pagamento | R$ 3.000 a R$ 15.000 ou mais |
| Sistema sob medida | Agenda, área do cliente, painel, integração | Varia muito com o escopo; costuma ser o maior investimento da lista |
Repare que a diferença dentro de cada faixa é grande. Ela vem do que está incluído, e é isso que vale olhar com calma.
O que entra no preço de um site
Um site tem quatro partes que custam dinheiro. Às vezes elas vêm juntas no mesmo orçamento, às vezes você paga cada uma separada sem perceber.
Criação. É o trabalho de pensar a página, desenhar, escrever (ou revisar) os textos e programar. É a parte que mais muda de preço, porque um modelo pronto adaptado leva um dia e um layout feito para a sua marca leva semanas.
Domínio. É o endereço, como suaempresa.com.br. No Registro.br, um .com.br custa R$ 40 por ano. O ponto de atenção aqui não é o preço, é em nome de quem ele fica registrado: o domínio precisa estar no seu CPF ou CNPJ, nunca no de quem fez o site.
Hospedagem. É o servidor onde o site fica guardado. Vai de gratuita (em serviços que hospedam sites simples sem cobrar) até R$ 50 ou mais por mês em planos para sites pesados. Muita hospedagem barata vem com preço promocional no primeiro ano e quase dobra na renovação.
Manutenção. Trocar um preço, colocar uma foto nova, atualizar um plugin. Algumas empresas cobram por mês, outras por alteração, outras incluem um período no projeto.
Na Futura, o domínio .com.br e a hospedagem entram no valor do site. Contamos isso porque é justamente o tipo de item que, quando fica de fora, transforma um orçamento barato em caro depois de alguns meses.
Por que um orçamento sai R$ 600 e outro R$ 6.000
Quando dois orçamentos para "o mesmo site" têm uma diferença dessas, quase sempre a resposta está em uma destas cinco coisas.
- Modelo pronto ou layout próprio. O mais barato normalmente pega um tema comprado e troca logo e cores. Funciona, mas o seu site fica parecido com centenas de outros.
- Quem escreve os textos. Se a proposta diz "o cliente envia o conteúdo", o texto é trabalho seu. Texto que vende é metade do resultado de um site, então isso pesa.
- Velocidade e Google. Site lento perde visita no celular e aparece pior no Google. Otimizar imagens, código e as informações que o Google lê leva tempo e nem todo orçamento inclui.
- Celular de verdade. Quase todo mundo vai abrir o seu site pelo celular. "Responsivo" no papel nem sempre significa que o botão do WhatsApp aparece no lugar certo numa tela de 6 polegadas.
- O que acontece depois da entrega. Quem atualiza, quanto custa cada alteração e se você recebe os acessos.
Nenhum desses itens é luxo. A pergunta é quais deles o seu negócio precisa agora.
Os custos que aparecem depois
Esses são os gastos que pegam mais gente de surpresa no segundo ano:
- Renovação da hospedagem pelo preço cheio, depois do desconto do primeiro ano.
- Plugin ou tema pago que precisa de licença anual para continuar recebendo atualização.
- E-mail profissional (
[email protected]), que em muitos lugares é cobrado por caixa. - Alterações cobradas uma a uma porque o contrato não previa nenhuma.
- Refazer o site inteiro porque a pessoa que fez sumiu e ninguém tem a senha.
Esse último é mais comum do que parece. Por isso a pergunta sobre acessos vale tanto quanto a pergunta sobre preço.
Como pedir orçamento sem levar susto
Mande este roteiro para quem for orçar. Quanto mais itens a pessoa responder com clareza, mais fácil comparar propostas.
- Diga o objetivo em uma frase. "Quero que o cliente me chame no WhatsApp", "quero agendar avaliações", "quero vender pelo site". O site muda conforme a resposta.
- Liste as páginas que imagina. Início, sobre, serviços, contato. Se não souber, peça uma sugestão.
- Pergunte quem escreve os textos e quem providencia as fotos.
- Pergunte o que está incluído: domínio, hospedagem, e-mail, quantas rodadas de ajuste, se o site aparece bem no Google.
- Confirme que o domínio fica no seu nome e que você recebe os acessos no final.
- Peça prazo e forma de pagamento por escrito. Metade para começar e metade na entrega é um formato comum e justo para os dois lados.
- Peça dois sites que a pessoa fez e abra no seu celular. Veja se carregam rápido e se você acha o botão de contato sem procurar.
Vale a pena fazer o site sozinho?
Vale, em dois casos: quando você está começando e ainda não tem verba, e quando o site é só um cartão de visita que ninguém vai encontrar por anúncio. Os construtores prontos resolvem isso bem.
A conta muda quando o site precisa trazer cliente. Se você vai pagar anúncio para mandar gente para ele, ou se quer aparecer quando alguém procura o seu serviço na sua cidade, um site mal resolvido custa caro de outro jeito: cada visita que entra e sai sem chamar é dinheiro de anúncio jogado fora.
Um caso da Futura: quando a loja precisa de mais que um site
A Calçados Castro, loja de calçados de Quirinópolis (GO), vende pela plataforma Tray. Em vez de trocar de plataforma, a Futura desenvolveu por cima dela o que faltava para a loja vender sozinha: uma oferta do dia que muda todos os dias sem ninguém mexer, uma vitrine que se atualiza com os produtos da loja e uma atendente com IA no site que procura os produtos na própria loja antes de responder. O aplicativo passou pela homologação da Tray e está em produção desde julho de 2026.
Esse tipo de recurso fica fora de qualquer tabela de preço de site. E é ele que faz a loja vender de madrugada, sem depender de alguém respondendo.
Um jeito simples de saber se o valor compensa
Pegue o preço do site e divida pelo que você ganha com um cliente novo. Uma clínica que cobra R$ 250 por consulta e recebe uma proposta de R$ 2.800 precisa de 12 consultas a mais, ao longo de um ano, para o site se pagar. Se o site trouxer um paciente por mês, ele já se pagou. Se trouxer um por semana, foi o melhor investimento do ano.
Essa conta também ajuda a decidir entre um site completo e uma página única. Se você tem um serviço principal e vai anunciar, às vezes faz mais sentido começar por uma landing page. Explicamos a diferença em Landing page: o que é e quando ela vende mais que um site.
E se o site vai levar o cliente para o WhatsApp, vale pensar em quem responde do outro lado. A gente mostra como uma IA pode atender como vendedor em Como colocar IA no WhatsApp Business para atender e vender.








